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A preservação e valorização do património de Castelo de Paiva são essenciais para consolidar a identidade do concelho e para manter vivas as suas histórias e tradições.
Com base em testemunhos deixados pelo Homem é possível fazer recuar o povoamento do território até à Pré-História recente, como assinala o vasto património megalítico, popularmente conhecido por “mamoas”, inventariado e estudado.
Encontram-se igualmente presentes vestígios das civilizações posteriores, nomeadamente a castreja e a romana, que se traduzem quer em inúmeros achados avulso e não sistematizados, quer nas prováveis necrópoles de incineração das freguesias de Real e de Sardoura.
Da Idade Média chegaram até aos nossos dias monumentos de particular interesse, como as sepulturas escavadas na rocha do Penedo de Vegide, conhecidas por Pia dos Mouros, e o Marmoiral de Sobrado, classificado como Monumento Nacional e integrado na Rota do Românico.
O topónimo “Castelo” remete para a possível existência de um antigo castro no local da atual povoação ribeirinha com o mesmo nome. Tal como Pedorido, também junto ao Douro, este núcleo terá tido importância estratégica como porto fluvial para os barcos rabelos que navegavam nas subidas e descidas do rio.
A documentação histórica atesta que no séc. XI estava já a terra de Paiva bastante povoada, sendo então constituída por 10 freguesias – às 9 atuais somava-se ainda a de Espiunca.
No campo da arquitetura rural civil, Castelo de Paiva preserva o tipicismo da casa duriense, com elementos como antigas eiras, canastros e moinhos de água, e cuja funcionalidade agrícola se adivinha na paisagem. Subsistem ainda núcleos rurais com notável arquitetura vernácula, destacando-se as aldeias em xisto de Midões e Gondarém, autênticos testemunhos da vida rural tradicional e merecedoras de uma visita mais demorada. Os campos agrícolas, recortados em pequenas parcelas, conferem ao território um colorido muito próprio, realçado pela presença constante da água enquanto força motriz e elemento vital.
O concelho guarda igualmente inúmeros vestígios da atividade mineira, com destaque para o Couto Mineiro do Pejão, que abrange as freguesias de Paraíso, Raiva e Pedorido. Hoje, após o fim da exploração mineira, promove-se a reconversão patrimonial e turística destas áreas, abrindo caminho a novos usos e interpretações. Neste contexto, sobressaem o Cavalete do Poço do Fojo (inaugurado em 1952 e construído em betão armado), a Mina do Choupelo, com a sua capela dedicada a Santa Bárbara, padroeira dos mineiros, e o complexo mineiro de Germunde, que compõem um valioso conjunto de arqueologia industrial em plena reinterpretação.